Experiências e Impressões do Primeiro semestre do Mestrado no ICMC-USP

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Assim como prometido, eis me aqui para falar um pouco sobre as experiências que tive durante o meu primeiro semestre no mestrado na USP. Mas antes disso preciso contextualizar um pouco isso tudo para que vocês possam entender como cheguei aqui, já que estive bem ausente de postagens (ou melhor, nunca fui presente hehe).

Sou formado em Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Pará (UFPa), onde estudei entre os anos de 2008 e 2013. Lá atuei como bolsista de Iniciação Científica (IC) em alguns projetos no meu próprio instituto, ICEN, e no ITEC. No ITEC, fui membro por quase 3 anos de dois laboratórios aos quais sou muito grato por todo o aprendizado e conhecimento que adquiri: LPRAD e LINC. Entre 2012 e 2013 decidi trancar minha matrícula por um ano pois tive uma oportunidade de estágio no exterior na área de engenharia de software e achei que ela poderia ajudar no meu desenvolvimento pessoal e profissional. No ultimo semestre de 2013 cursei meu ultimo semestre na UFPa e fiz a prova do POSCOMP. Após isso, decidi aplicar para uma vaga no mestrado do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) junto ao Laboratório de Engenharia de Software (LABES) na área de Teste de Software e Teste Baseado em Modelos onde acabei sendo aceito. (Acho que isso é o suficiente :P)

Todas as pessoas que eu havia conversado sobre pós-graduaçao e pelo que pude observar nos mestrandos dos laboratórios que participei como IC deixaram evidente que “o primeiro semestre é cansativo e difícil“, e aqui não foi diferente. Cursei 5 disciplinas que preenchiam somente 4 dias da semana com aulas em sala porém quase que 24h do meu dia com artigos e resenhas para ler e escrever, seminários para assistir e preparar, experimentos para executar…Acredite, foi bastante coisa! As 5 disciplinas foram:

  1. Tópicos em Computação e Matemática Computacional I
    • Uma disciplina onde os alunos assistem palestras de convidados externos e membros da USP sobre assuntos afins a Computação e Matemática Computacional como Context-Aware Computing e Visualização de Informação. Nela precisavamos preencher uma ficha com um resumo da palestra e falando como ela poderia contribuir com nossa pesquisa. Achei bem legal a proposta dela pois permite que alunos de graduação e pós tenham uma visão bem mais geral de como a computação pode ser aplicada em diferentes áreas. Alunos de graduação também têm que cursar uma disciplina semelhante.
  2. Engenharia de Software (ES):
    • Mesmo conteúdo da disciplina de graduação, porém com uma “roupagem de pós-graduação” somando alguns tópicos avançados como Model-Driven Engineering, Aspectos e Sistemas de Sistemas. Preparavamos aulas, notas de aula e apresentavamos artigos relevantes sobre os tópicos de ES e apresentavamos durante as aulas.
  3. Preparação Pedagógica:
    • Discussões relacionadas a metodologias de ensino, aspectos legais e práticas pedagógicas.
  4. Revisão Sistemática em Engenharia de Software (RS):
    • Os alunos estudam os conceitos de revisão sistemática, tem contato com artigos já publicados neste formato nas diversas áreas da ES e colocam isso tudo em prática, produzindo uma RS em um assunto de escolha do aluno e documentado na forma de artigo científico.
  5. Engenharia de Software Experimental:
    • A disciplina seguiu uma linha semelhante a de RS, com leitura de artigos no formato de experimento, que foram discutidos em sala e via moodle, e por fim um experimento de escolha do aluno foi realizado e também documentado na forma de artigo científico.

De um modo geral, as disciplinas trabalharam, além dos seus aspectos teóricos, a oratória e a dinâmica de produzir materiais para ensino dos assuntos e documentação dos processos desenvolvidos, como foi o caso da RS e do Experimento realizados.

A leitura de artigos e capítulos de livro também foi algo que despendeu muito tempo pois uma das cobranças dos professores era a de sempre procurar deixar os trabalhos muito bem referenciados, sejam slides, notas de aula ou, obviamente, artigos científicos. Além disso, reuniões com o orientador e a escrita do projeto de mestrado eram uma outra atividade que também tomaram um pouco do meu tempo.

Isso tudo acabou por diminuir muito o meu tempo livre, o meu lazer e dos meus amigos de sala de aula durante o começo e meio do semestre. Entretanto, ao se aproximar o fim do período letivo, com os trabalhos sendo finalizados aos poucos (e com os jogos da copa), pudemos respirar um pouco de ar puro de fora das paredes do laboratório e conhecer um pouco da cidade.

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